Os cinco critérios que definem o tamanho real do projeto
Superdimensionamento de infraestrutura não aparece como erro: aparece como orçamento aprovado. O desperdício é decidido no levantamento, semanas antes da primeira passagem de cabo — e é lá que ele precisa ser corrigido.
- Pontos por posto efetivo, não por planta baixa
- O critério correto é o posto de trabalho ocupado: um ponto de dados por colaborador presencial, mais pontos dedicados para access points, impressoras de rede, câmeras de CFTV e equipamentos de rede — cada um contado individualmente e com uso identificado.
- Fator de simultaneidade em equipe híbrida
- Escritórios híbridos raramente ocupam 100% das posições ao mesmo tempo. Um andar com 60 cadeiras e 40% de trabalho remoto opera com cerca de 36 postos simultâneos. Dimensionar switches e link para 60 é comprar porta que nunca será energizada.
- Portas úteis versus portas contratadas
- Switches são vendidos em blocos de 8, 16, 24 e 48 portas. Um escopo de 78 pontos exige dois switches de 48 portas — 96 portas, 18 permanentemente ociosas. Um escopo de 54 pontos é atendido por um switch de 48 mais um de 8.
- PoE só onde existe carga
- Portas PoE+ custam mais e puxam fonte redundante e nobreak maior. Aplicar PoE ao rack inteiro quando apenas seis access points e quatro câmeras precisam encarece três itens do orçamento sem nenhum ganho operacional.
- Reserva de crescimento entre 15% e 20%
- Cabeamento Cat6/Cat6a tem vida útil superior a dez anos, então alguma folga é tecnicamente correta. Acima de 20%, o custo de passar cabo hoje supera o custo de estender depois — a folga deixa de ser reserva e vira desperdício.
