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Fabiano Lucio, autor do blog da Simples Solução TI

Fabiano Lucio

8 minutos de leitura

Gestão de Ativos de TI: Inventário Sob Controle em 5 Etapas

A gestão de ativos de TI corta até 30% dos gastos com hardware e software, segundo o Gartner. A Simples Solução TI implanta esse controle com ferramentas como GLPI e OCS Inventory, integrando inventário e financeiro para PMEs.

Homem conferindo etiqueta patrimonial em notebook com leitor de QR code, ao lado de tela com dashboard de inventário de TI
  • Sem controle, PMEs perdem 5% dos equipamentos por ano; com sistema automatizado, perda cai para menos de 1%.
  • Planilha é viável até 50 ativos; acima, ferramentas gratuitas como GLPI automatizam o rastreamento.
  • Implante em 5 etapas: etiquetar com QR Code, instalar agente de descoberta, auditar a cada 3 meses e integrar ao financeiro.
  • Custo começa em R$ 0 com open source; consultoria profissional custa a partir de R$ 3.000 para implantação completa.

Como um inventário desatualizado está drenando seu orçamento de TI?

Um inventário desatualizado gera vazamentos financeiros silenciosos. Compras duplicadas de hardware, licenças pagas sem uso e reparos emergenciais podem consumir até R$ 20 mil por ano em uma empresa média. A Simples Solução TI, com atuação no Rio de Janeiro e em São Paulo, já identificou mais de R$ 50 mil em licenças ociosas em uma única auditoria de ativos.

  • Licenças ociosas: uma licença do Microsoft 365 Business Premium custa R$ 1.200 por ano. Dez licenças esquecidas representam R$ 12.000 anuais desperdiçados.
  • Compras duplicadas: sem inventário confiável, a empresa adquire notebooks ou monitores que já existem no estoque. Cada compra desnecessária de um notebook corporativo custa entre R$ 3.000 e R$ 6.000.
  • Reparos emergenciais: sem controle de garantia, um conserto fora da cobertura pode custar o triplo de uma manutenção planejada. Uma placa-mãe substituída às pressas sai por R$ 1.500, contra R$ 500 se coberta pela garantia.

Planilha ou sistema: qual a melhor ferramenta para seu porte?

A escolha depende do número de ativos e da necessidade de descoberta automática. Planilhas funcionam bem para estoques de até 50 itens; acima disso, sistemas como GLPI ou Snipe-IT reduzem erros e retrabalho. Saiba mais sobre nossa consultoria de TI para ajudar na decisão.

FerramentaCustoLimite de itensDescoberta automáticaIntegração
Planilha (Excel/Google Sheets)GrátisAté 50ManualBaixa (exportação manual)
GLPIOpen source (custo de servidor)IlimitadoSim (via agentes)Alta (API, módulo financeiro)
OCS InventoryOpen sourceIlimitadoSim (descoberta via rede)Média (foco em inventário técnico)
Snipe-ITOpen source (auto-hospedado) ou cloud pagoIlimitadoNão (entrada manual/importação)Alta (campos personalizáveis, tags)

Como montar um inventário de TI do zero em 5 etapas?

  • Levantamento inicial: identifique todos os equipamentos, software e periféricos. Pular esta etapa leva a um inventário incompleto, perpetuando compras redundantes e falhas de compliance. O risco é gastar recursos em itens que já existem.
  • Etiquetagem: use etiquetas físicas com código de barras ou QR code. Sem identificação única, localizar um ativo para manutenção demora dias. A Simples Solução TI oferece field service para etiquetagem presencial em todo o Brasil.
  • Instalação de agente de inventário: instale agentes como OCS Inventory ou FusionInventory para coleta automática de hardware e software. Sem automação, o inventário fica desatualizado em semanas e perde a confiabilidade.
  • Política de atualização: defina quem insere dados, quando e como validar. A falta de processo gera registros fantasmas e decisões baseadas em informações erradas. O risco é renovar contratos de licenças de equipamentos já baixados.
  • Integração financeira: conecte o inventário ao controle de licenças e contratos. Sem essa etapa, licenças são renovadas automaticamente mesmo após a saída de usuários. O custo médio de uma licença fantasma é de R$ 150 por mês.

Pular a etapa 5 é o erro mais caro: empresas que integram o inventário ao setor financeiro reduzem os gastos com software em até 30% no primeiro ano, segundo o ITAM Review.

Quanto custa implementar a gestão de ativos?

O custo varia de zero a R$ 20 mil, dependendo da complexidade e do suporte externo. Ferramentas gratuitas eliminam o investimento inicial em software, mas demandam tempo técnico. A Simples Solução TI atende empresas no Rio de Janeiro e em São Paulo com soluções sob medida, desde a implantação de sistemas abertos até consultoria completa.

AbordagemCusto inicialCusto mensalPerfil ideal
Open source (GLPI, Snipe-IT auto-hospedado)R$ 0 (software) + servidor a partir de R$ 200/mêsR$ 0 a R$ 200 (hospedagem)Empresas com equipe técnica própria, até 500 ativos
Cloud (Snipe-IT Cloud, InvGate)R$ 0 a R$ 500R$ 50 a R$ 500 (por ativo/usuário)PMEs sem infraestrutura interna, qualquer número de ativos
Field service (inventário físico)R$ 2.000 a R$ 10.000 (levantamento único)R$ 0 ou manutenção opcionalEmpresas sem tempo ou pessoal para etiquetar e cadastrar
Consultoria de implantaçãoR$ 5.000 a R$ 20.000 (projeto)R$ 500 a R$ 2.000 (suporte contínuo)Empresas que precisam de integração com ERP ou processos complexos

Os valores de field service e consultoria são baseados em projetos típicos da Simples Solução TI para empresas de 50 a 200 ativos. Para inventários maiores, o custo pode ser negociado sob demanda.

Como uma administradora de imóveis reduziu 20% nas compras de equipamentos?

Uma administradora de imóveis com 120 colaboradores e 12 filiais, sediada em São Paulo, cortou 20% das compras de equipamentos ao substituir planilhas pelo GLPI gerenciado pela Simples Solução TI. A economia anual atingiu R$ 15 mil apenas com realocação de ativos e cancelamento de licenças ociosas.

Antes da mudança, o inventário era mantido em uma planilha compartilhada por e‑mail, com 40% dos equipamentos sem registro atualizado. A rotatividade em filiais e a falta de procedimentos levavam a compras desnecessárias, pois ninguém sabia quantos notebooks ou licenças de software já existiam. A área financeira recebia pedidos sem lastro em estoque real, acumulando gastos duplicados.

Em 2022, a administradora contratou a Simples Solução TI — com hub operacional no Rio de Janeiro e atendimento nacional — para implantar o GLPI em nuvem. A descoberta automática via rede foi configurada, dois colaboradores receberam treinamento e, em 30 dias, o inventário estava completo. A atualização passou a ser semanal, e o financeiro passou a receber um relatório consolidado antes de cada autorização de compra.

  • 37 equipamentos subutilizados foram identificados e realocados entre filiais.
  • 20% de queda nas compras de notebooks no primeiro ano, gerando economia de R$ 15 mil.
  • 35 licenças do Windows e 18 do Office canceladas, representando R$ 6 mil anuais que deixaram de ser pagos.
  • 8 horas mensais economizadas na conferência de inventário, reduzindo o tempo de 12 para 4 horas.
  • Processo de compra passou a exigir aprovação com base no saldo real do inventário, eliminando gastos duplicados.

Como integrar o inventário ao financeiro e eliminar licenças fantasmas?

A integração entre o GLPI e o ERP elimina licenças fantasmas — softwares pagos sem uso — ao confrontar o inventário real com os contratos financeiros. O processo pode ser feito via exportação CSV para PMEs ou por API para empresas com mais de 500 ativos, e deve ser repetido mensalmente para garantir que nenhuma renovação automática ocorra sem necessidade.

  • Exporte os ativos do GLPI: Acesse Administração > Relatórios e gere um CSV com campos como nome, fabricante, modelo, número de série, licença vinculada e status (ativo/ocioso/baixado).
  • Importe no módulo de ativos fixos do ERP: Ferramentas como Omie, ContaAzul ou SAP Business One aceitam mapeamento de colunas. Para consistência, utilize o número de série como chave única.
  • Configure a API para sincronização contínua: O endpoint /search/Computer do GLPI retorna JSON com todos os computadores. Um script agendado pode atualizar o ERP diariamente, evitando divergências.
  • Confronto ativo × financeiro: Cruze os contratos ativos com a coluna de licença do GLPI. Itens sem correspondência são licenças fantasmas; itens no GLPI sem contrato indicam software não regularizado.
  • Ação sobre fantasmas: Cancele contratos imediatamente ou, se houver multa, agende o cancelamento para a data de renovação. Informe ao gestor financeiro o valor economizado.
  • Alerta de excesso: Programe um alerta no ERP para notificar quando licenças pagas excederem em 5% os ativos em uso, sinalizando possível compra desnecessária.

Consequência de não integrar: empresas pagam em média 30% a mais por licenças não utilizadas, segundo o State of ITAM Report 2023 da Flexera. Além do desperdício financeiro, o Fisco pode autuar a empresa por inconsistência entre o imobilizado declarado e o patrimônio real gerando multas de até 75% sobre o valor dos bens omitidos. A Simples Solução TI realiza essa integração para clientes em todo o Brasil, com suporte presencial no Rio de Janeiro e São Paulo.

Qual a periodicidade ideal para auditoria de ativos de TI?

Empresas com mais de 100 ativos devem realizar auditoria mensal; para até 100 ativos, a frequência trimestral é suficiente. A varredura automatizada via OCS Inventory ou o próprio módulo de descoberta do GLPI reduz o esforço, mas a conferência física por amostragem segue indispensável para detectar equipamentos não conectados à rede.

PortePeriodicidadeMétodoConsequência de não auditar
Até 100 ativosTrimestralVarredura de rede mensal + conferência física trimestral totalAcúmulo de ativos fantasmas pode chegar a 15% em 6 meses
De 100 a 500MensalVarredura de rede semanal + conferência física mensal por amostra (30%)20% dos ativos ficam desatualizados em 3 meses, gerando compras duplicadas
Acima de 500Semanal (rede) / Mensal (física)Varredura diária da rede + conferência física mensal completaCusto de licenças fantasmas sobe para 25% ao ano; risco de não conformidade fiscal

Auditorias negligenciadas custam caro. Um escritório de advocacia de médio porte em São Paulo, por exemplo, pagou R$ 8 mil em licenças de AutoCAD por dois anos sem que o software estivesse instalado em nenhuma máquina. A descoberta só veio após a implantação do GLPI com suporte da Simples Solução TI, que também padronizou auditorias mensais para todos os clientes com contrato de field service. A empresa atende PMEs de todos os segmentos nacionalmente, com equipes dedicadas no Rio de Janeiro e São Paulo.

Perguntas frequentes

Meu inventário de TI está desatualizado, por onde começar?

Comece realizando um levantamento físico completo de hardware, software e periféricos, item por item. Registre número de série, localização e usuário responsável. Quanto mais cedo esse mapeamento inicial for concluído, mais rápido você interrompe compras desnecessárias por desconhecimento do parque instalado.

Quando devo migrar da planilha para um sistema de gestão de ativos?

Mantenha a planilha apenas se você gerencia menos de 50 ativos e não precisa de descoberta automática de rede; do contrário, adote o GLPI ou Snipe-IT. Sistemas automatizados evitam que ativos sumam do controle quando colaboradores trocam de setor ou saem da empresa. A migração compensa ao evitar gastos recorrentes com licenças esquecidas e equipamentos perdidos.

Como localizar softwares pagos que ninguém usa no meu inventário?

Cruze o inventário atualizado, extraído do GLPI, com os contratos financeiros registrados no seu ERP. Softwares sem registro de uso nos últimos 30 dias e com custo ativo devem ter a licença cancelada imediatamente. Essa ação elimina as 'licenças fantasmas' e costuma liberar de 10% a 15% do orçamento anual de software.

Qual o impacto de não auditar o inventário com a frequência correta?

Realize auditorias mensais se você tem mais de 100 ativos; para até 100 ativos, a frequência trimestral é suficiente. Ignorar essa rotina gera, em média, um desperdício de 20% do orçamento de hardware com equipamentos ociosos ou extraviados. Além disso, a falta de auditoria inviabiliza qualquer integração confiável com o financeiro.

O GLPI funciona bem para empresas com várias filiais?

Sim, o GLPI suporta múltiplas localidades e gerencia ativos remotamente, consolidando o inventário em um único painel. Empresas com filiais devem ativar o módulo de agentes para varredura automática e garantir um controle centralizado. A administradora de imóveis do caso citado usou exatamente essa configuração para reduzir em 20% suas compras de equipamentos.

Quanto custa manter a gestão de ativos depois da implantação?

O custo operacional fica entre R$ 500 e R$ 2 mil por mês, já incluindo suporte técnico e hospedagem na nuvem para até 500 ativos. Se sua equipe interna domina o GLPI ou Snipe-IT, o gasto se limita ao servidor, cerca de R$ 200 mensais. O investimento se paga ao evitar a compra de um único notebook desnecessário por ano.

O que fazer com equipamentos ociosos listados no inventário?

Inicie um processo de realocação imediata: se um equipamento está sem usuário por mais de 15 dias, transfira-o para um colaborador ativo ou para o pool de reserva. Equipamentos com vida útil restante superior a 2 anos podem ser reaproveitados internamente; abaixo disso, venda (em lote) ou encaminhe para logística reversa. Manter ocioso equivale a pagar aluguel por espaço e perder depreciação sem contrapartida produtiva.

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